Tomar – A cidade portuguesa dos Templários

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TOMAR - CIDADE DO CONVENTO DE CRISTO

 

Tomar e o Convento de Cristo

Tomar é uma das mais atraentes cidadezinhas do centro de Portugal. Pertence ao distrito de Santarém e tem um centro histórico “gracinha” voltado aos pedestres. Típica vila de ruas estreitas, casas branquinhas enfeitadas por janelas coloridas que pode ser explorada a pé a partir da Praça da República. Sente-se ali em um dos cafés e faça uma pausa apreciando o casario antes de iniciar seu passeio. Siga então para a Igreja de São João Baptista, um templo manuelino com um interior que vale a pena visitar e tem a entrada gratuita. No centro da praça marca presença a estátua do Mestre Templário e fundador da ciTOMAR - IGREJA DE SÃO JOÃO BATISTA dade D. Gualdim Pais.

Além do centrinho a vila oferece outros atrativos naturais como a área do parque à beira do rio Nabão com cisnes e garças e belos caminhos. Se preferir pode fazer um passeio de kaiak pelo rio organizado por empresas que cobram em média 15€ por pessoa ou visitar a Mata Nacional dos Sete Montes, um local tranquilo com 7 colinas de vegetação abundante, que fazia parte do Convento de Cristo e por onde pode-se chegar até ele caminhando.

Curiosidade: O aproveitamento de energia hidráulica do Rio Nabão que banha a cidade é dos mais antigos que se conhece em Portugal.

A SINAGOGA E O MUSEU LUSO-HEBRAICO

Outro ponto bastante visitado é a Sinagoga e Museu Luso-Hebraico Abraão Zacuto, obra majestosa construída 1430 e 1460, é a sinagoga medieval melhor preservada de todo o país e com entrada grátis também.

Em Tomar acontece de 4 em 4 anos uma das maiores e mais antigas festas do país – A Festa dos Tabuleiros, que segundo a wikipedia é a quPERCURSO EM TOMAR E O CONVENTO DE CRISTOe atrai mais visitantes em Portugal, meio milhão apenas no dia do cortejo. Também chamada de Festa do Divino Espírito Santo, trata-se de um evento secular sendo a próxima em 2019. Para saber toda a história, clique no site da festa.

Aqui na imagem um percurso bem interessante, fornecido pela Câmara Municipal de Tomar. É um roteiro histórico que passa pelo centro e se complementa com a visita ao Castelo.

Como se pode ver, o lugar já seria suficientemente valorizado, mas para entender o que torna a cidade realmente extraordinária erga os olhos para o alto, na direção das muralhas do Convento de Cristo. Oito séculos e meio depois de sua fundação, a Venerável Sede da lendária Ordem dos Cavaleiros templários ainda domina a colina sobre a cidade.

PLANTA EM 3D DO CONVENTO DE CRISTO EM TOMAR
CONVENTO DE CRISTO - VISTA AÉREA
O CASTELO DE TOMAR

Tudo começou pelo Castelo, que foi erguido no século XII pela Ordem dos Templários. Em 1159 a Ordem recebeu estas terras como recompensa pela ajuda prestada a D. Afonso Henriques na reconquista cristã do território. Em 1162 o Grão-Mestre dos Templários, D. Gualdim Pais (Aquele da estátua na praça da República) decidiu-se pela construção da fortificação. Ainda hoje conserva toda a história e recordações de sua herança medieval. No seu interior encontra-se o Convento de Cristo, uma verdadeira joia arquitetônica que mistura os estilos gótico e renascentista entre outros.

DO CASTELO AO CONVENTO DE CRISTO

Em 1319 nasce em Portugal, pelas mãos do Papa João XXII e a pedido do Rei D. Dinis, a nova ordem chamada Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo. Para ela são transferidos todos os bens e privilégios da extinta Ordem dos Templários.  A princípio foi instalada no Castelo de Castro Marim, mas em 1357 foi transferida para o antigo Castelo Templário em Tomar. A Ordem de Cristo tornou-se uma tentativa de refundar a Ordem Templária, a qual o papa Clemente V havia condenado à extinção.

A CRUZ TEMPLÁRIA - CONVENTO DE CRISTOA exemplo do tempo dos Cavaleiros Templários, a Odem de Cristo segue a regra de Cister. Aliás seu hábito é muito semelhante aos Monges Cistercienses, branco com a Cruz de Cristo vermelha, e o abade de Alcobaça é seu superior espiritual.

O cargo de mestre passará após 1417 a ser exercido por membros da Casa Real. O primeiro foi o Infante D. Henrique “o Navegador”,  que investiu os rendimentos da Ordem na exploração marítima. Ele também colocou o emblema da Ordem, a Cruz de Cristo, nas velas das caravelas que exploravam os mares.

Com a extinção das ordens religiosas em 1834, também a Ordem de Cristo foi extinta. A maior parte dos seus bens foram expropriados e vendidos em praça pública. (by wiki)

O Convento de Cristo

Classificado pela UNESCO como Patrimônio Mundial, atualmente o Convento de Cristo é uma aula de história e simbologia Templária. E claro, um belo espaço turístico que atrai a atenção e enche os olhos de quem o visita. Os estilos arquitetônicos são de épocas e escolas distintas, variando de acordo com a vontade dos soberanos. Isso certamente contribui para torná-lo uma obra-prima. Alguns destaques:

A CHAROLA – O oratório privativo dos Cavaleiros Templários.

Uma das estrelas principais do Convento de Cristo é a Charola (Rotunda), ou Oratório dos Templários. Sua construção é do século XII e segue propositalmente o modelo da Basílica do Santo Sepulcro, de Jerusalém. A Charola desenvolve-se em torno de um espaço central, octogonal de dois andares altos, circundado por um deambulatório cujo paramento exterior se desdobra em 16 faces. A edificação foi mobiliada e enriquecida com diversos elementos ornamentais, decorado com pinturas e esculturas de artistas portugueses.

A Wiki anuncia que num período mais recente foram descobertas pinturas quinhentistas da abóbada do deambulatório que se encontravam tapadas por uma caiação antiga e que, juntamente com a charola no seu todo, foram alvo de um prolongaCAPA DO LIVRO - A CHAROLA DO CONVENTO DE CRISTOdo processo de restauro (iniciado no final da década de 1980 e terminado em 2013). Finalmente foi revelado um tesouro há muito escondido: as pinturas do período manuelino, “cuja visão transforma notavelmente a leitura do espaço interior da charola”. É uma obra em tudo voltada para a celebração da Ressurreição de Cristo, desde seu corpo até seus elementos ornamentais.

Após o restauro pelo que passou em 2013, foi lançado um livro sobre ela: “A Charola do Convento de Cristo. História e Restauro” que registra mais de 25 anos de estudo e conservação desse emblemático monumento. A Charola foi construída para ser o Oratório privativo dos Cavaleiros templários e posteriormente a Sacristia da Igreja do Convento de Cristo.  

∞ MEU OLHAR:

Trocando em miúdos, é uma peça rica e espetacular. Só por ela já valeria a visita, mas por sorte não temos apenas essa relíquia por ali. OK confesso, não sou nenhuma expert em história da arte nem de arquitetura. Eu olho, aprecio e aí gosto ou não gosto. Mas esse espaço da Charola é marcante.

Costumo visitar os locais pensando no que se passou ali, tentando imaginar a vida naquele ambiente. E ali me deixei levar olhando e imaginando… Nobres Cavaleiros em seus cultos andando à volta do núcleo em oração, naquele lugar fascinante. A única coisa que quebrou um pouco o clima foi o olhar vigilante de um guarda no piso superior do coro à entrada da Charola. Como um sentinela medieval preservando a integridade da obra, com razão.

O CLAUSTRO PRINCIPAL DO CONVENTO DE CRISTO

Outro ponto de grande interesse, o Claustro Grande ou Claustro de D. João III guarda uma história pouco clara. Projetado inicialmente por João de Castilho, sob encomenda do rei D.João III, não chegou a ser terminado. Por razões desconhecidas o Rei que o encomendou ordenou, depois da morte de Castilho, sua demolição quase total. Teve início uma grande reformulação em sua arquitetura, agora a cargo do “mestre de obras” Diogo de Torralva.

Não está totalmente claro o motivo da mudança. Algumas lendas contam que D. João III o considerava “perigoso”; outras que o Rei queria romper com as concepções do estilo Manuelino usado por Castilho, e abrir portas para o estilo Renascentista; por fim talvez tenha sido mero capricho mesmo. Enfim o motivo não se sabe ao certo, mas o resultado é considerado por alguns (meu voto é da Charola) a obra magna do Convento.

CONVENTO DE CRISTO - CLAUSTRO D. JOAO III

DETALHES

São dois pisos abobadados e uma planta quadrada. Em cada face desse quadrado 3 arcos se repetem com intervalos de pares de colunas de cantos cortados, embaixo são maiores e na parte de cima em escala menor. Incrivelmente se completam. Nos cantos nordeste e sudeste do quadrado o acesso aos pisos é feita por elegantes escadas de caracol. Do primeiro CONVENTO DE CRISTO - CLAUSTRO D. JOAO III - ESCADA CARACOLclaustro de Castilho restam vãos retangulares nos cantos, que permitem aos espectadores a comparação entre os dois estilos de construção.

No centro do quadrado uma fonte barroca pousada em uma plataforma octagonal é alimentada pela água do aqueduto conventual. Ele também é conhecido como Claustro dos Felipes em homenagem a Felipe II, que colocou aqui a coroa de Portugal no ano de 1581. Um detalhe curioso: como ele não é coberto, na ocasião da coroação cobriu-se o Claustro com velas de embarcações.

A obra foi finalizada depois da morte de Torralva (ocorrida em 1566), passando pelo reinado de D. Catarina. Os acabamentos finais foram feitos por Filipe Terzi, em 1583, já no reinado de D. Filipe I.

∞ MEU OLHAR:

O que pude sentir desse espaço foi sua austeridade e imponência, contrastante com o exuberante e delicado estilo Manuelino de detalhes, símbolos e ícones. Ali tudo é perfeito e bem colocado, como milimetricamente medidos os espaços entre os arcos e as colunas. Passa uma impressão de nobreza, calmaria, seriedade e imponência. Nada parecido com a “brincadeira” dos símbolos do estilo Manuelino. O Convento de Cristo funciona como um Livro de História da Arte, tem para todo gosto.

JANELA DO CAPÍTULO – A JANELA MANUELINA DO CONVENTO DE CRISTO

Nas intervenções feitas por D. Manuel para expandir o monumento, foi edificada a  Igreja do Convento. Usando-se parte da estrutura da Charola, abre-se um arco monumental para compor a Nave da Igreja. A Charola então passa a ser a representação da Capela Mor. O conjunto conta ainda, além da Nave, com um Coro em nível superior e a Sala do Capítulo (local de reuniões gerais de monges e cavaleiros da Ordem de Cristo). Essa sala era iluminada inicialmente por 3 janelas, hoje sobram apenas 2. Uma pode ser vista do Claustro Principal na parte Sul, a outra é a mais famosa, faz parte da fachada ocidental da Igreja, a Janela Manuelina.

"concebida como um «inflamado poema de pedra», inscreve-se num vasto paramento (cingido de botaréus e animado com esculturas dos quatro «reis de armas» do reino), revelando o programa de ornamento de fauna e flora terrestre e de ecos da aventura das Descobertas emblemáticos do estilo manuelino."

Nas obras feitas por D. João III, o acesso à Igreja foi bloqueado para dentro dos muros do convento. O resultado é que para vislumbrar a famosa Janela temos que acessar uma sacada que, apesar de parecer, não foi construída para esse fim. Trata-se apenas da cobertura da escada que liga o 1º piso do Claustro Santa Bárbara ao de D. João II. O Claustro de Santa Bárbara teve seu piso superior demolido “para permitir uma melhor visualização das fachadas da igreja quinhentista, nomeadamente da janela manuelina” (by Wiki)

∞ MEU OLHAR:CONVENTO DE CRISTO - JANELA DO CAPÍTULO

O aspecto de má conservação da Janela me decepcionou a princípio, até que me explicaram o motivo do musgo e da “sujeira”, perdoei. É que depois de tantos atentados já sofridos e pelo fato de estar exposta ao tempo, não é recomendável que sofra qualquer intervenção. Além disso, o papel do musgo é protegê-la de chuvas ácidas e consequente destruição. Não sei até quando essa lavagem poderá ser adiada. Tomara que sua integridade seja sempre preservada.

A beleza do estilo Manuelino (gótico tardio), com sua arquitetura “rendada” e temas ligados a exploração marítima (algas, cordas, boias e mastros) tem um charme. Também nota-se a Cruz da Ordem de Cristo, o Brasão português e o emblema do rei D. Manuel. Tudo junto e misturado! Além de detalhes quase imperceptíveis pela maioria dos visitantes (eu inclusive) que lhe confere um ar de moldura bordada. Seria uma perda inestimável perdê-la! Outra coisa interessante é o local onde está a cruz dos templários, bem lá em cima, até mais alto que o Brasão de Portugal…

AQUEDUTO DOS PEGÕES

Outra parte interessante do conjunto arquitetônico é o aqueduto; construído no período Filipino para abastecer o Convento de Cristo e a terra dos Sete Montes. Tem uma extensão de 6km e conta com um um total de 180 arcos para as passagens aéreas. Foi edificado por Felipe II porque “embora as cisternas do convento joanino fossem bastante para as necessidades dos freires, a água era insuficiente para o cultivo das terras da cerca conventual.”

RESUMINDO:

Trata-se de um complexo extraordinário formado pelo Castelo de Tomar, Charola, Igreja Manuelina, Convento da Ordem de Cristo, Aqueduto Conventual, cerca conventual ou Mata dos Sete Montes e a Ermida da Imaculada Conceição.

Sua construção começou no século XII e prolongou-se até ao final do século XVII. Fazer a visita sem um guia pode significar um problema pela sua grandeza. Apesar disso, pode-se visitar toda a área em meio-dia, sem pressa. O ideal é reservar um dia para a visita, assim você pode saborear essa obra que inspirou o Castelo da Pena em Sintra!

VISITANDO O MONUMENTO

Todas as informações sobre o Complexo podem ser vistas no site oficial. Endereço: Colina do Castelo de Cristo – Tomar

Para facilitar:
Outubro a Maio Das 09h00 às 17h30 Junho a Setembro Das 09h00 às 18h30
Fecha: 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio,24 e 25 de dezembro.
A bilheteria fecha 30 min antes da última entrada.
Existe um bilhete Patrimônio Mundial que inclui a visita ao Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, Convento de Cristo (Tomar) e Mosteiro de Santa Maria da Vitória (Batalha) – 15,00€ [válido por 7 dias].  Só vale a pena se tiver certeza que irá fazer as 3 visitas nesse período.

Ingressos: 6€ (maiores de 65 anos pagam meia). Grátis: no 1º domingo do mês, crianças até 12 anos e visitantes com mobilidade reduzida. Para visitas guiadas: Aqui você pode agendar o serviço, é obrigatório o agendamento para visitas guiadas.

Venda de bilhetes online: Para adquirir o seu bilhete via internet, clique AQUI.

COMO CHEGAR:

Tomar fica a 140km de Lisboa, via A1, pegar a saída para Tomar / Torras Novas. O custo desse trajeto para carros a Diesel é de: 17,86€ incluindo pedágio 8,30€ e combustível 9,56€.

A partir do Porto são 200km, pegar a A1 até a saída 7 para a A23 – Torres Novas. Custo total de 27,46 €, incluindo pedágio 14,45 € e combustível 13,01 €

Se pretende ir de trem, há várias saídas entre Lisboa e Tomar, duração de 2h de viagem, 10€ por perna. O trem de Lisboa parte das estações de Santa Apolónia ou Oriente. De ônibus, a partida é da Rodoviária Sete Rios. Na chegada, de trem ou ônibus, você estará a 1km do centro da cidade, mas subir a pé requer disposição. Se estiver em forma, a partir da Praça da República, atrás do Edifício dos Paços do Concelho, subir a Calçada medieval de S. Tiago (Sim, Tomar faz parte do Caminho de Santiago português, veja aqui mais informações). Vai chegar pelo parque de estacionamento. Ou então suba a Calçada medieval de S. André, desde o largo do Pelourinho.

Dentro da cidade: Na rotunda da Praceta Alves Redol, pegar a Av. Dr. Cândido Madureira e, no fim desta, virar à direita, subindo a Av. Dr. Vieira Guimarães que dispõe, junto à Ermida de N. S. da Conceição, de um parque de estacionamento do Convento.

ONDE FICAR:

Tomar costuma ser um destino “bate e volta” a partir de Lisboa, perto, com boas opções de deslocamento. Mas se você está em trânsito para o sul, norte ou mesmo para o Alentejo pode ser um ponto estratégico. O Santuário de Fátima, por exemplo, fica a 25km de distância. E após a visita religiosa, pernoitar em Tomar para começar cedinho a visitar as atrações pode ser uma boa opção. Escolher um hotel por qualquer site de pesquisa como  Booking por exemplo é muito tranquilo, mas se tiver que indicar algum fico com o Hotel dos Templários. É um excelente 4* com ótima relação qualidade x preço. Mas é possível achar outras boas opções de preços variados, a gosto do freguês.

COMER:

A dica é o badaladíssimo Taverna Antiqua, com ambiente medieval onde se come na penumbra. Carnes de caça são o forte, e toda decoração é intencionada a fazer o cliente se sentir um senhor feudal. Mesas, cadeira se guarnição ajudam. Aconselhado fazer reserva, aqui. Fora ele na Rua Serpa Pinto existem outras boas opções, em Portugal a oferta de bons restaurantes é enorme.

CLIMA:

Tomar tem um clima temperado, historicamente durante o ano a temperatura média é de 16.4 °C. O mês mais frio é janeiro com média de 10.5 °C  e o mais quente agosto, média de 22.9 °C. Consulte na tabela abaixo as temperaturas médias mensais e os índices pluviométricos.

Espero ter ajudado na sua pesquisa, se tiver alguma dúvida mande um Oi ou deixe um comentário abaixo.

As fotos são: Algumas da Wikimedia, de Manuelvbotelho e Alvesgaspar. Outras são minhas e algumas do site oficial.

O modelo em 3D tirei do site http://www.portopatrimoniomundial.com/convento-de-cristo-em-tomar.html

As aéreas do site http://portugalfotografiaaerea.blogspot.com.br/

 

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