LINHA SACRA DE SÃO MIGUEL
( “Miguel” em hebraico Mi-kha-el quer dizer “quem como Deus?”.)

Uma misteriosa linha reta traçada sobre diversos países do hemisfério Norte, une em seu traçado 7 Santuários dedicados a São Miguel Arcanjo. Além disso, a precisão entre os pontos, ainda se alinha perfeitamente com o poente durante o solstício de verão daquele hemisfério.

A chamada Linha Sacra de São Miguel Arcanjo” tem um simbolismo: de acordo com a tradição trata-se do golpe de espada que São Miguel aplicou ao diabo  enviando-o para o inferno, encerrando assim a batalha nos céus entre os anjos que continuavam fiéis à Deus e aqueles que, liderados por Lúcifer, se rebelaram contra Ele. Em resumo, esse golpe teria criado uma fenda invisível que ligaria 7 locais sagrados. 

Mesmo os descrentes da fé cristã se surpreendem com a disposição dos Santuários ao longo da linha, pois formam um traço reto entre a Irlanda e Israel.

É pouco? Então tem mais… Se levarmos em conta os 3 principais Templos (3, 4 e 5 na linha) o enigma aumenta e surpreende. A distância entre eles 3 é praticamente idêntica (1.000km)! Pela linha, a partir da Irlanda, são eles:

1 – SKELLIG MICHAEL – SÃO MIGUEL NA IRLANDA

SÃO MIGUEL NA IRLANDA
IRLANDA – SKELLIG MICHAEL

É uma ilha adjacente à Irlanda, (do gaélico Sceilig Mhichíl, que significa “rocha de Miguel“). Nela fica situado um mosteiro construído no ano 588, considerado Patrimônio Histórico da Humanidade. A ilha fica 14,5Km a dentro do Oceano Atlântico. E a viagem de barco parte do Condado de Kerry, uma pequena vila de pescadores. Ali, o Arcanjo Miguel teria aparecido a São Patrício a fim de ajudá-lo a libertar o país dos ataques do demônio.

Situado numa borda estreita, aproximadamente 200 metros acima de água, o mosteiro menor é o mesmo que quando foi construído, há mais de 1400 anos. Ele está em uma elevação da Ilha. Existem cerca de 500 pedras que foram postas no lugar original por monges, além disso, essas pedras conduzem a uma crista estreita que se chama a “sela de Cristo”.

A visita à ilha é restrita. Em primeiro lugar, os operadores turísticos fazem uma única viagem de barco por dia para Skelling Michael, durante a temporada de verão (Abril a Outubro), se o tempo permitir. Aí, a paisagem é esplêndida!

As condições espartanas no interior do mosteiro, certamente ilustram o estilo de vida austero dos primeiros cristãos irlandeses. Para finalizar, o Mosteiro foi  fundado por um dos maiores Santos daquele país: Saint Finnian of Clonard.

Que a força do turismo esteja com você:

As condições turísticas da ilha começaram a mudar desde que ela foi usada como cenário do filme “Star wars episódio VII: O despertar da força“. Não reconheceu? Pois era lá o esconderijo de Luke Skywalker, onde ele ressurge na última cena. Parece que o próximo episódio da série “Star wars episódio VIII“, também usará a ilha para gravação de algumas cenas.

A hospedagem é feita em Portmagee. E foi ela que também abrigou a equipe de produção durante a filmagem. Ver informações sobre a visita aqui

Algumas dicas de viajantes:

  • A visita é feita apenas no verão, porém depende das condições meteorológicas e de navegação.
  • A caminhada na ilha não é leve. Portanto é recomendado ser extremamente cuidadoso no caminho, pois há pedras soltas na trilha que não conta com barreiras de proteção.
  • Indispensável: filtro solar. Recomenda-se levar água e lanche, lembrando que não há instalações sanitárias na ilha.
LINHA DE SÃO MIGUEL
SKELLIG MICHAEL

2 – SAINT MICHAEL’S MOUNT – SÃO MIGUEL NA CORNUÁLIA

SÃO MIGUEL NA CORNUÁLIA
SAINT MICHAEL’S MOUNT

Seguindo a linha reta, a próxima parada é o St. Michael’s Mount que fica ao sul da Inglaterra, na Cornuália. É uma ilha de marés pertencente a cidade de Marazion em Mounts Bay. Na maré baixa ela se junta ao continente. Foi nesse local que São Miguel teria falado com um grupo de pescadores. O Castelo e a Capela ali existentes, foram o lar da família St Aubyn desde 1650, mas originalmente pertenciam aos religiosos beneditinos da Ordem de Mont Saint-Michel.

A ilha está ligada à cidade por uma calçada artificial de granito. O Monte compartilha com o Mont Saint-Michel na Normandia, as mesmas características de ilha da maré e a mesma forma cônica, apesar de ser muito menor.

Parece que alguns estudos indicam que a qualquer aumento nas águas dos oceanos, bem como a erosão natural existente, colocaria em risco a costa da Cornwall, incluindo o Monte de São Miguel.

Visitas:

O site tem todas as informações sobre horários, datas e possibilidades de visita, mas no entanto lembre-se que depende exclusivamente das condições meteorológicas e do mar. O castelo, as lojas e cafés estão abertos de domingo a sexta, estranhamente fechando aos sábados.

Durante a maré baixa, o acesso é feito pela calçada de granito. Ou seja, partindo da praia de Marazion levando poucos minutos para atravessar do continente a ilha. Os horários de Abertura da Calçada, podem ser consultados aqui.

Durante a maré alta, na primavera, verão e outono, lanchas saem de pontos da praia de Marazion até o antigo porto do Monte. Tarifas e horários aqui.

Durante os meses de inverno, na maré alta, um veículo anfíbio (amphicraft), transporta passageiros no trajeto de ida e volta ao Monte. Tarifas e horários também aqui.

Além disso, lembrando que o Monte não abre aos sábados. A última entrada do castelo é de 45 minutos ANTES da hora de fechamento do castelo. Novamente, as datas e horários podem ser vistos nesse link.

Para chegar até Mounts Bay de ônibus, é um curto trajeto desde Penzance. De carro Marazion é facilmente acessível pelas principais estradas da Cornuália. Existem parques de estacionamento à beira-mar, claramente sinalizados, no entanto só aceitam dinheiro.

Trens locais e interurbanos chegam na estação de Penzance. Então, a partir dela o acesso pode ser feito por ônibus regular ou táxi até Marazion (cerca de 10 minutos). No verão há uma rota de ônibus que passa pela Cornuália cortando várias localidades, é o Cornwall Explorer, saiba mais aqui.

3 – MONT SAINT-MICHEL – SÃO MIGUEL NA NORMANDIA

SÃO MIGUEL NA NORMANDIA
MONT SAINT-MICHEL

A Linha prossegue em direção a França cruzando o canal da mancha. E então, aqui surge o primeiro dos 3 grandes Santuários numa célebre ilha. Um local mágico que por sua  beleza é considerado um dos grandes cartões postais da França, certamente um dos mais belos.

É outra ilha de maré, que se junta a terra firme apenas nas baixas marés. Conforme a tradição, esse também é um local de aparição do Arcanjo. No ano de 709 Ele apareceu ao bispo de Avranches, Santo Aubert e pediu a ele a construção do Santuário.

Apesar da obra ter se iniciado quase imediatamente, a grande Abadia só ficaria pronta no século X. Os monges beneditinos então instalaram-se nela e uma pequena vila foi-se formando aos seus pés.

Durante a Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra, o Monte Saint-Michel foi uma fortaleza inexpugnável. Resistiu a todas as tentativas inglesas de tomá-la. Constitui-se assim em símbolo da identidade nacional francesa. Após a dissolução das ordens religiosas ditadas pela Revolução Francesa de 1789 até 1863, o Monte foi utilizado como prisão. Declarado monumento histórico em 1987, o sítio figura desde 1979 na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.

O local fica na Normandia na foz do Rio Couesnon, 360km distante de Paris. No entanto, apesar da distância recebe mais de 20.000 turistas/ano, a maioria partindo da capital em excursões de um dia, o famoso “bate e volta”. De carro, leva-se em torno de 4hs de deslocamento. Esse é um dos bons motivos para dormir pelo menos uma noite no Monte ou na cidade vizinha a ele. Lembrando que o carro não entra nas muralhas, fica fora em estacionamento pago.

Tem quem goste então o negócio é decidir:

1 – “Bate e volta” ou pernoite?

Se não houver jeito e a dúvida for entre “bate e volta” ou “não ir”, o melhor é ir assim mesmo. Apesar de ser uma viagem cansativa que pode ser feita pela rodovia (4hs) ou, na melhor opção, de TGV até Rennes e mais 1h20 de ônibus até lá. A boa notícia é que a partir de julho/2017 o trecho Paris (Montparnasse)-Rennes será feito em apenas 1h25, contra as 2h20 de hoje, é uma bela diferença. Então de trem/ônibus, o tempo estimado será de 2h45 por trecho, sem contar o tempo de conexão em Rennes que é quase imediato. Além disso, a vista noturna do Monte iluminado, só dormindo lá para ver. Para comprar o bilhete combinado, acesse aqui, quanto mais antecedência mais barato.

2 – Dormir dentro ou fora do Monte?

Os valores dos hotéis dentro do Monte são mais salgados, porém a diferença relativa entre um pequeno hotel dentro e um fora pode não passar de 50€ ou 100€, então é botar na balança quanto vale um passeio pelas ruas medievais do Monte iluminado praticamente deserto após o encerramento das visitas, parando para ver o pôr do sol de dentro das muralhas. Muitas lojas fecham após as 19hs e talvez o deserto das ruas não seja do agrado de todos, então a opção de ficar no vilarejo vale também, de lá um ônibus circular (Navette) gratuito passa em intervalos médios de 15min, percorrendo os 2km entre o vilarejo e o Monte. Vale embarcar nele a qualquer hora da noite ou até da madrugada para ver o Monte iluminado por fora, bem como o movimento das marés.

3 – Vale a pena ir durante a “maré morta”?

Em primeiro lugar, a maré viva é um espetáculo a parte e influencia não só a altura do mar como a dos preços também. Portanto a consulta a tábua de marés é imprescindível para programar a ida. As marés altas durante a lua cheia e a lua nova, proporcionam o espetacular movimento súbito das águas que em uma hora inundam o entorno das muralhas e transformam o monte em uma ilha. Isso acontece duas vezes ao dia. Essas marés são chamadas de “marés vivas” e podem ser consultadas aqui nessa página. Mas se não fizer questão de ver esse espetáculo vale ir qualquer dia.

O site do local todo merece uma visita para pesquisar preços das atrações e restaurantes onde comer a guloseima local: A panqueca. As de recheio doce são chamadas crepes e são de origem Normanda, as de trigo com recheio salgado são Bretãs e chamadas de Gallettes. Outra iguaria da região são as omeletes recheadas. O mais famoso (e caro) restaurante do Monte é o “La Mère Poulard”, mas existem outros menos cotados e honestos como o “Aubergue Saint Pierre” na Grande Rue, além de vários bem mais em conta no vilarejo de Saint Michael, fora das muralhas.

Dúvidas solucionadas, o passeio pelo interior das muralhas sempre termina ou começa na Abadia, mas vá com sapatos confortáveis, as ruas são de pedra com escadarias e rampas. Ao visitar a Abadia do Mont Saint Michael, que tem entrada paga para conhecer suas salas, salões, jardins e Claustro, torça para ser contemplado com a noite de Concertos e apresentações dos monges na Igreja.

Finalmente, La Grande Rue, é onde estão localizados os principais restaurantes, hotéis e lojas de souvenirs.

Linha Sacra de São Miguel até aqui:

PONTO 1 AO 3
PONTO 1 AO 3

4 – SACRA DI SAN MICHELE – SÃO MIGUEL EM PIEMONTE

SÃO MIGUEL EM PIEMONTE
SACRA DI SAN MICHELE

A linha segue atravessando toda a França e 1.000 quilômetros depois, finalmente chega á Itália, na cidade de Sant’Ambrogio di Torino, no Val di Susa. Precisamente no Monte Pirchiriano, onde encontra-se o quarto ponto da linha, o Santuário Sacra di San Michele (dessa vez a pronúncia é “Mikéle”, em italiano), também dedicado ao Santo Arcanjo.

É um complexo arquitetônico e a data da construção é incerta. Alguns escritos falam em 996 outros algo entre 999 e 1003. O núcleo da construção foi formado a partir da Abadia e depois adicionados nos séculos posteriores outras estruturas como o Mosteiro e Igreja Nova, a torre Bell´Alda e a Hospedaria que foi construída para acomodar os peregrinos que chegavam na montanha já que esse lugar Santo fazia parte da rota Via Francígena, antiga estrada que ia da França para Roma. Pouco resta dessas construções, a pousada atual é principalmente uma reconstrução feita entre 1800 e 1900.

O site oficial do Monumento informa os horários de visita, além de tudo que é necessário saber para a visitação:

Horário de inverno – de 16 de outubro a 15 de março

Dias de semana: 9.30-12.30, 14.30-17.00; Domingos: 9.30-12.00, 14.30-17.30; Feriados: 9.30-12.00, 14.30-17.30; Fechado à segunda-feira, exceto feriados públicos

Horário de verão – de 16 de março a 15 de outubro

Dias de semana: 9.30-12.30, 14.30-18.00; Domingos: 9.30-12.00, 14.30-18.30; Feriados: 9.30-12.00, 14.30-18.30; Fechado à segunda-feira, exceto feriados públicos

Preste atenção pois existem datas com horários de aberturas extraordinárias. O ideal é consultar sempre o site antes de inicar o planejamento.

Tarifas e Como chegar: A tarifa para visitação geral é de € 8,00, mas existem tarifas reduzidas e especiais.

De carro, a partir de Turim, Auto-estrada A32 Turim-Bardonecchia, direção Frejus, saída Avigliana Est. Para navegadores e Google Maps Pesquisa: Sacra de San Miguel Abbey (Sacra di San Michele)

De Trem: A linha ferroviária é a Turim-Susa ou Turim-Bardonecchia descendo na estação de Avigliana. De lá você pode tomar um táxi (a distância Sacra é cerca de 14 km e taxa de cerca de 25 €).

DICA: No verão (abril a novembro), quarta, sábado, domingo e feriados, você pode usar o serviço de transporte por preço de 4€. Para todas as informações contactar o “Ufficio Iat” em Avigliana (+39 011.9311873) ou pelo email ufficioiat@turismoavigliana.it.

 

5 – SANTUÁRIO DO MONTE SANT’ANGELO – MONTE GARGANO

MONTE SANT’ANGELO
SANTUÁRIO DO MONTE SANT’ANGELO

Seguindo-se a linha pela mesma distância anterior – 1.000km, ainda na Itália chega-se a região de Apúlia. Mais precisamente ao Monte Gargano onde se encontra, talvez o mais extraordinário santuário dedicado ao Arcanjo.

1ª APARIÇÃO

Ali conta-se que em fins do século V por volta de 490, havia um pastor impaciente com uma ovelha (algumas versões falam em um touro) que havia se desgarrado e se escondido em uma caverna na montanha. Pretendendo obrigá-la a sair, atirou uma flecha na direção da caverna. A flecha foi em direção ao animal, mas antes de atingi-lo parou no ar e voltou, na mesma velocidade ferindo o pastor que a lançara.

O Bispo da cidade de Síponto (hoje Manfredonia) que ficava no sopé da montanha acreditou ser um sinal de Deus. Portanto pediu em oração que lhe fosse revelado do que se tratava. Apareceu-lhe então o Arcanjo São Miguel dizendo que ali naquela caverna deveria se edificar uma Igreja em sua honra junto com os anjos de todas as nove milícias celestes.

2ª APARIÇÃO

Passaram-se 2 anos da primeira aparição. A cidade se encontrava sob cerco de hordas de bárbaros do rei Odoacro. Então (São) Lourenço Maiorano, bispo de Síponto a cidade ao sopé da montanha, pediu proteção ao Arcanjo. Este lhe apareceu e prometeu a eles a vitória. Como resultado, em dia e hora pré fixados, durante a batalha, o Arcanjo desprendeu flechas inflamáveis do céu, fustigando os bárbaros e apenas a eles, que fugiram em debandada. 

3ª APARIÇÃO

A terceira aparição foi no ano 493. Após a vitória, o bispo (São) Lorenzo Maiorano, intencionava realizar a ordem de consagrar a caverna ao Arcanjo. Para mostrar este sinal de gratidão, foi a Roma. Ali então relatou o incidente ao Papa Gelásio I. Encorajado pelo Papa, o bispo seguiu a ordem.

Mas o Arcanjo apareceu pela terceira vez ao Santo bispo e anunciou que a cerimônia de consagração não era necessária. Porque ele mesmo havia consagrado a caverna com a sua presença. O Arcanjo fez nela uma cruz na parede consagrando-a com a sua espada. Essa é, com certeza, o único Santuário no mundo consagrado não por um homem e sim por um anjo, o próprio Arcanjo São Miguel.

4ª APARIÇÃO

A quarta aparição foi em 1656 quando todo o sul da Itália foi invadido pela praga. O Arcebispo Alfonso Puccinelli volta-se então para São Miguel com orações e jejuns para combater a epidemia. Na madrugada de 22 de setembro, absorto em oração em uma sala do palácio episcopal do Monte Sant’Angelo, sentiu-se como um terremoto e logo após São Miguel apareceu e disse-lhe para abençoar a sua caverna com uma escultura em pedra e sobre ela o sinal da cruz e as letras MA (Michael). O arcebispo seguiu a ordem do Arcanjo e a cidade foi uma vez livre da praga.

Posteriormente, em lembrança e eterna gratidão pelo milagre, o arcebispo erigiu um monumento ao Santo na praça da cidade. Até hoje, ali está na frente da varanda do quarto onde a aparição ocorreu.

A inscrição diz: “O príncipe dos anjos – VENCEDOR DE PRAGA – Patrono e GUARDIÃO – GRATIDÃO ETERNA MONUMENTO – Alfonso Puccinelli – 1656“.

TAU

Ao descer as escadarias da gruta, há uma pedra talhada com o TAU que é a cruz de São Francisco. Ali conta-se que São Francisco de Assis, em visita ao Templo, não se sentiu digno de entrar na Igreja consagrada pelo Arcanjo e ficou na porta.

Em seguida, parou em oração e meditação na entrada beijando o chão. Como resultado do gesto, uma escultura do sinal da cruz na forma “T” (Tau) ficou impressa na pedra com a testa e o nariz de São Francisco.

O Monte Gargano onde está este Santuário, fica perto do convento de Nossa Senhora da Graça. Ali viveu e morreu o célebre estigmatizado Padre Pio de Pietrelcina, falecido em 1968, em odor de santidade.

Padre Pio de Pietrelcina

COMO CHEGAR

Pode-se chegar ao monte de carro e estacionar próximo ao Santuário. A partir de Nápoles, são 3 horas de carro e a subida é cheia de curvas, mas o visual compensa. Porém, há também um ônibus a partir de Foggia ou Manfredonia. Os horários de ida e volta podem ser consultados aqui. O site do Santuário é esse aqui.

A VISITA

A visita ao interior pode ser feita através de escadaria ou elevador.  O Santuário fica aberto o ano inteiro e os horários de visita são: Julho a Setembro: seg-sex, 7:30-19:30. Dom e feriados, 7-20h. Abril a Junho e Outubro: seg-sexta, 7-12h30 e 14h30-19h. Dom e feriados, 7-13h e 14h30-20h. Novembro a Março: seg-sex, 7h30-12h30 e 14h30-17h. Dom e feriados, 7-13h e 14h30-20h.

OUTRAS VISITAS

Além do Santuário a cidade tem outras atrações como o Castelo, uma fortaleza construída no final do século X. (9 às 13h e das 14h30 às 19h – 2€) . A Igreja de Santa Maria Maggiore e o Batistero di San Giovanni, conhecido como Tumba de Rotari, formam o Complexo Monumental de São Pedro. Além disso, a Igreja de Santa Maria Maggiore é considerada por alguns a Catedral de Monte Sant’Angelo.

Para comer: Pão! Monte Sant’Angelo é famosa por seus pães. Por exemplo, um dos pratos típicos feitos a base do pão é o Pancotto, sopa com batatas, legumes e cubos de pão, temperada com azeite. Um doce local muito conhecido é o “Ostie Ripiene”, duas hóstias recheadas de amêndoas caramelizadas com mel.

6 – MOSTEIRO DE SYMI – SÃO MIGUEL NA GRÉCIA

MOSTEIRO DE SYMI

Depois da Itália, continuando a incrível Linha Sacra, chega-se ao penúltimo ponto, agora na Grécia. Mais precisamente na ilha de Symi, cujo mosteiro abriga aquela que, certamente, é uma das maiores efígies do Arcanjo no mundo. Veja: São 3 metros de altura de uma representação da imagem em prata!

MOSTEIRO DE SYMI
SÃO MIGUEL – MOSTEIRO DE SYMI
O MOSTEIRO

O mosteiro fica em Panormiti, um pequeno porto da ilha e foi construído no século XVIII. Desde então, marujos de todo o mundo passam por aqui, pedindo proteção contra os caprichos do mar.

A ilha é situada ao norte de Rhodes, mais precisamente a 41km do porto de Mandrake. Indo de barco fica a menos de 2 horas. E a 425Km de Pireus. A costa turca está a menos de 7km.

UM PEDIDO E UM AGRADECIMENTO

Todos os visitantes do Mosteiro (Moni Taxiárchi Michail) em Panormiti, recebem 2 velinhas de cera de abelha para acender no interior do Mosteiro. O povo atribui muitos milagres a efígie do Arcanjo Miguel, certamente o maior tesouro da Igreja (que não permite fotos do interior).

As velas acompanham um pedido e uma promessa a São Miguel. Então, uma vez alcançada a graça, é preciso voltar para agradecer e retribuir.  Conta-se que a imagem deveria ser instalada em Gialós que é o principal porto da ilha, no entanto, ela misteriosamente voltava sempre a Panormiti toda vez que tentavam transferi-la.

No mosteiro há uma sala dedicada às garrafas atiradas ao mar por fiéis de todos os lugares que apresentam seu pedido ao Arcanjo. Pois essas chegam misteriosamente na praia em frente ao Mosteiro.

Esclarecendo, não é permitida a entrada em trajes de banho. Alguns funcionários distribuem uma peça de tecido para cobrir ombros e joelhos das mulheres que não devem estar expostos.  A entrada custa €2, mas em contra partida o devoto recebe as duas velas, um  santinho com a imagem do Arcanjo e um frasco de óleo bento que protege os navegantes. Pode-se pernoitar no mosteiro que conta com 500 acomodações para os monges e hoje abriga também peregrinos à noite.

AS CONDIÇÕES DA VISITA

Em primeiro lugar, para visitar o Mosteiro, é preciso ter sorte. Muitos ferrys que partem de Rhodes para Symi são cancelados devido aos ventos que alteram a condição do mar.

Portanto, é bom se informar na véspera da partida se as condições estão favoráveis. Há ferrys mais lentos e catamarãs mais rápidos (e mais enjoativos) partindo de Rhodes.

O destino final dos ferrys é Gialós o principal porto da ilha, mas todos fazem uma parada em Panormiti de mais ou menos uma hora para visitação ao Mosteiro. Depois a embarcação segue, fique de olho.

Como os horários são complicados, para não correr o risco de ter que sair correndo (ou nadando) atrás de um ferry, talvez a melhor maneira de visitar a ilha seja pernoitando.

Além disso, a visita vale a pena por seu ambiente charmoso, sua beleza vibrante e bucólica.

Sem esquecer que seu principal porto já fez parte do “Rough Guide to the Greek Islands”, citado como uma das 10 coisas a não se perder em visita ao país. Mas, só cuidado ao escolher sua acomodação: a ilha é íngreme e feita quase toda de escadas.

O melhor é escolher o hotel mais próximo do porto e subir apenas os locais que desejar visitar. Em suma, se preferir pernoitar na ilha pode visitar o Mosteiro pela estrada que vai de Symi a Panormitis, o percurso é de 1 hora de carro.

7 – MOSTEIRO DO MONTE CARMELO – SÃO MIGUEL EM ISRAEL

MOSTEIRO DO MONTE CARMELO

O último ponto da linha fica no Monte Carmelo uma montanha na costa de Israel com vista para o Mar Mediterrâneo, onde localiza-se a grande cidade de Haifa. Har HaKarmel [Mosteiro do Monte Carmelo].

Desde tempos imemoriais é local de peregrinação, antes mesmo de se tornar um Templo Cristão. A construção do Santuário cristão data do século XII quando então, ali formou-se um grupo de eremitas iniciando um estilo de vida simples e pobre, que depois se estendeu ao mundo todo, a Ordem do Carmo (Ordem das Carmelitas).

O convento foi construído em honra da Santíssima Virgem Maria nos primeiros séculos do Cristianismo. 

Não encontrei menção ao Santo nome do Arcanjo em minhas pesquisas. Mas, a derrota das forças do mal explica-se pela vista privilegiada do Mosteiro para o Monte Meggido (Armagedon), que simboliza a derrota final das forças do mal. Nesse ponto é possível que a linha na verdade inclua toda a região da Cesareia. “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16, 18)”.

 

Pesquisas feitas em matérias postadas sobre o tema em https://aleteia.org, http://www.sendarium.com, https://pt.wikipedia.org, http://muhraqa.org e muitos outros no google!