PORTUGAL – COIMBRA com uma passadinha em MONTEMOR

Coimbra
Coimbra

COIMBRA- CAPITAL DO AMOR EM PORTUGAL 

Aproveitem para comprar as últimas lembrancinhas de Leiria. Hoje vamos voltar para a estrada, rumo a uma das belas histórias de amor já vivida. Podemos ir cantarolando, mas deixe a ansiedade de lado, vamos pelo caminho mais longo. Direto pela A1 são 75km, percorridos em +-1h. Estimativa de custo 10,36€, incluindo pedágio 4,95€ e combustível 5,41€. Se estiver com pressa OK. Mas, já que estamos por ali mesmo, vamos dar uma passadinha no Castelo de Montemor-o-Velho, 25km antes de Coimbra.

Para isso siga pela A17 por 50min /67km, custo de 9,25€ -> Pedágio 4,30€ e combustível 4,95€.

MONTEMOR-O-VELHO
Montemor
Castelo Montemor-O-Velho Foto by Rui Ornelas

Eu adoro esses nomes, Montemor-o-velho (ou o novo), Condeixa-a-Nova (ou a velha), supimpa! Fora seu nome, a grande atração da vila é o Castelo. Erguendo-se no alto de uma montanha bastante íngreme, suas muralhas dominam o território até o horizonte. Montemor-o-Velho foi reconquistada aos mouros em 1064. Posteriormente, a fortaleza sofreu várias reconstruções e ampliações, mas a base de sua estrutura data do séc XIV.

O passeio pode ser feito contornando as muralhas, dessa forma vislumbre os campos de arroz que se estendem até o Rio Mondego.

Note que poucas edificações estão de pé em seu interior, no entanto, uma exceção é a Igreja de Stª Maria da Alcáçova que data de 1090, porém ela foi reconstruída no século XVI. A fortaleza teve importância estratégica na consolidação da independência Portuguesa. Vale a parada!

Após a breve visita, vamos novamente cantarolando… Coimbra do choupal, ainda és capital, do amor em Portugal, ainda…

COIMBRA – RUMO À UNIVERSIDADE

Saindo de Montemor pegue a N111 e siga por 27km, em 30min. Sem pedágio, combustível 2,34€. Chegamos então à Capital do amor em Portugal. É sério, não estou sendo repetitiva, mas dá para falar nessa cidade sem cantarolar a música? Eu não consigo! A ideia é largar logo as malas no hotel, para aproveitar o tempo e começar a conhecer a cidade. E hotel é o que não falta aqui no Booking.com !

Coimbra, é uma cidade universitária, portanto tem instalações para todos os gostos e bolsos. E como acho que se trata de uma escolha particular, cada um tem suas prioridades, mas se não quiser nada luxuoso, um hotel honesto e sem surpresas e que algumas vezes supera as expectativas, eu aconselho o Hotel Vitória. A localização dele é excelente, bem central e cercado de bares e restaurantes, ou seja, uma ótima escolha. Mas prefira aquele que mais te chamar atenção. Depois explico porque esse é um dos meus preferidos.

CURIOSIDADES SOBRE A CIDADE
  • Já se chamou Aeminium (Eu prefiro o nome atual), no tempo do domínio romano.
  • O nome COIMBRA tem origem em um povoado também da época romana, Conímbriga, distante 16 km. As ruínas romanas ainda podem ser visitadas.
  • Foi capital de Portugal de 1139 até 1256, quando perdeu o título para Lisboa.
  • Está erguida sobre a colina de Alcáçova, à beira do Rio Mondego, se dividindo em Cidade Alta e Baixa.
  • Passou a pertencer definitivamente ao reino portugues em 1064.
  • Site da cidade turismodecoimbra.pt/

Partindo ali do centro histórico, tem um roteirinho que eu uso, mas todos os hotéis fornecem pequenos mapas com trajetos. Certamente esse dá para fazer em um tempo relativamente curto.

O MOSTEIRO DE SANTA CRUZ
Mosteiro de Santa Cruz - Coimbra
Mosteiro de Santa Cruz
Fonte da Manga
Fonte da Manga

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em primeiro lugar localize no mapa o MOSTEIRO DE SANTA CRUZ, na Praça 8 de maio, que em agosto de 2003 foi reconhecido como Panteão Nacional, por abrigar os túmulos dos dois primeiros reis de Portugal, D. Afonso Henriques e D. Sancho I. Os Reis descansam em elegantes túmulos localizados na Capela Mor da Igreja. Além disso, o Mosteiro divide a honraria de Panteão Nacional com o Mosteiro dos Jerônimos (Lisboa) e o Mosteiro da Batalha, mantendo-se a Igreja de Santa Engrácia, em Lisboa, como o Panteão Nacional original desde 1836.

Uma curiosidade: entre os famosos que frequentaram a escola do Mosteiro, destaca-se Santo Antônio, que lá entrou para a Ordem de S. Francisco. Portanto, vale a visita à Igreja de Santo António dos Olivais, que possui em seu interior azulejos azuis e brancos que aludem a vida do Santo casamenteiro. De uma beleza única!

O QUE NOS DIZ A WIKI:

A nave única e a capela-mor foram recobertas por uma abóbada manuelina de grande qualidade, em obras dirigidas por Diogo Boitaca e o coimbrão Marcos Pires. Depois, cerca de 1530 foi adicionado sobre a entrada um coro-alto por Diogo de Castilho, sendo a parte escultórica de João de Ruão; também nesse espaço foi instalado um magnífico cadeiral de madeira esculpida e dourada. Este cadeiral é um dos raros da época manuelina ainda existentes no país e deve-se, em primeiro lugar, ao entalhador flamengo Machim, que o instalou na capela-mor (1513); posteriormente, a obra seria prosseguida por João Alemão (1518) e, mais tarde (1531), pelo escultor francês Francisco Lorete, que o ampliou e deslocou para o coro-alto. A nave contém, ainda, um belo púlpito renascentista, obra de Nicolau de Chanterenne, datado de 1521.

No século XVIII instalou-se um novo órgão, esse em estilo barroco, obra do espanhol Manuel Gomes Herrera (ou Gómez Herrera, autor do instrumento musical) e Francisco Lorete (caixa em madeira entalhada). Além disso, as paredes da nave receberam um grupo de azulejos brancos-azuis lisboetas que narram passagens bíblicas.

A MANGA

Sem dúvida um belo monumento! Na parte de trás do Mosteiro situa-se o Claustro da Manga, belíssimo em estilo renascentista, que fez parte do complexo, mas hoje encontra-se isolado. Do Claustro só foi preservada a fonte em estilo renascentista, que consiste em um pequeno templo central, antigamente conhecida por Fonte da Manga.

Reza a lenda que o jardim recebeu esse nome porque D. João III, durante uma visita ao Mosteiro, desenhou na manga de seu casaco um esboço do que seria um jardim, para que fosse aproveitado o espaço vazio do local. Adoro essas histórias!

NA PRÁTICA:

Horário: 2ª a 6ª: 9h00 – 17h00 – Sáb.: 9h00-12h00 / 14h00-17h00 – Dom. e feriados religiosos: 16h-17h30. Feriados civis: aberto só no período da manhã.

Preços: Entrada gratuita na Igreja e Capela Mor (Túmulos Reais). Para visita à Sacristia, Sala do Capítulo, Claustro e Exposição: Bilhete normal: € 2,50; > de 65 anos e estudantes: € 1,50; Escolas – gratuito (mediante marcação prévia)

Logo ali ao lado vale a pena dar uma paradinha no Café Santa Cruz, que faz parte da estrutura arquitetônica da igreja, com seus banheiros instalados onde antes eram os confessionários.

Partindo da Igreja, um pouco mais adiante fica o Arco da Almedina, antiga porta Moura e que marca a entrada da Cidade Alta. O Arco fazia parte da muralha da cidade, assim como a Torre do Anto. No caminho para a Universidade fica a Sé Velha, antiga Catedral românica do século XII, considerado um dos mais belos de Portugal. Visita à Igreja, galeria de estilo gótico e ao jardim bíblico: 2€. De 10h00 às 18h00 exceto quinta feira (das 10h00 às 16h00).

Subindo uma pequena ladeira avistamos então a famosa Universidade de Coimbra!

COIMBRA – A HORA DO SABER

É sem dúvida a mais famosa atração da cidade para os turistas, já para os estudantes que se misturam pelos corredores e ruas da Cidade, nem tanto “atração”. Situada numa colina com vista sobre a cidade, a Universidade com seus colégios cresceu e se desenvolveu por mais de 7 séculos na cidade antiga. Certamente, uma das mais antigas Universidades ainda em operação no mundo. Sua história remonta ao século seguinte ao da fundação da nação portuguesa, dado que foi criada a 1° de março de 1290, quando então o rei D. Dinis I assinou na cidade de Leiria o documento Scientiae thesaurus mirabilis, criando a universidade

Composta de notáveis edifícios, incluindo: o Real Palácio de Alcaçova (Paço das Escolas), que acolheu a Universidade desde 1537, a Biblioteca Joanina (imperdível), o Jardim Botânico do séc. XVIII, e também a grande “cidade universitária” criada nos anos 1940.

Uma curiosidade sobre a Biblioteca Joanina, que inclusive já foi matéria de reportagem na TV brasileira é:

Morcegos que a habitam e são “criados” pelo bem da preservação das obras ali guardadas. Como resultado, os livros e documentos são preservados, pois os morcegos se alimentam durante a noite de insetos que poderiam danificar as obras antigas.

O conjunto se tornou uma referência no desenvolvimento de outras instituições de ensino superior. Em suma, Coimbra é um exemplo de cidade universitária integrada, com um biotipo urbano específico que mantém as tradições culturais e cerimoniais preservadas.  Por exemplo a festa da queima das fitas que celebra o término dos estudos em um grande evento que dura dias e finaliza com a “queima das fitas”, literalmente queimadas em um grande pote de ferro em frente à Sé. A cerimônia surgiu no final do século XIX.

PATRIMÔNIO DO MUNDO

Em 22 de junho de 2013 a Universidade foi declarada Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Se estiver com pouco tempo pule o que quiser menos a Biblioteca Joanina. O acesso se dá pelo Pátio das Escolas. Mas faça um esforço e visite a Sala dos Capelos, a Prisão Acadêmica, a Capela de São Miguel e tire a foto clássica na escadaria da Faculdade de Direito.

NA PRÁTICA

São várias as modalidades de visita e consequentemente os preços. Portanto sugiro uma visita ao site de Turismo da UC para escolher. O bilhete mais completo é o “Do Paço ao Colégio” e inclui:

Este programa inclui a visita ao Paço Real (Salas dos Capelos, Exame Privado e Armas), Capela de São Miguel, Biblioteca Joanina (Piso Nobre, Piso Intermédio e Prisão Académica), ao Laboratório Chimico. Além disso inclui no Colégio de Jesus: Galeria de Física Experimental (Sécs. XVIII e XIX) e Galeria de História Natural (Séc. XVIII). (Duração aproximada de 2h30)

Bilhete Normal:12€         Estudantes dos 18 aos 26 / Seniores 65:10€

Essa é a parte principal da visita, se quiser dê uma olhada na parte moderna da universidade, e depois siga para encerrar a volta no Aqueduto de São Sebastião, em frente ao jardim Botânico da Universidade.

PARA OS CANSADOS:

Eu acho que andar é a melhor forma de explorar as cidades, mas se quiser economizar pernas, um micro-ônibus azul elétrico liga as duas partes da cidade, a baixa e a alta.

Deu fome né?

A HORA DO SABOR

Depois de andar por aqui e acolá, minha dica é um restaurante espetacular, o Solar do Bacalhau. Agora eu conto porque gosto do Hotel Vitória, ele fica a 100m do Solar. Alguns quartos têm “vista” para ele.

O restaurante que antigamente se chamava Giuseppe & Joaquim, é um local amplo e bem decorado. Além disso tem um atendimento diferenciado, também serve Bacalhau (claro), mas os frutos do mar e as massas são super indicadas. Prove a porção de camarões fritos, com alho e azeite de oliva, dos Deuses!! End: Rua da Sota, 12 – De 2ª a Domingo das 12h às 15h e das 19h-24h

Veja o Site para maiores informações: reservas, menu etc. E veja aqui os preços do cardápio.

Então, não gostou? Tudo bem, tente o Il Tartufo, uma pizzaria bem perto, do mesmo dono do Solar. Com pratos em torno de 10€, em um cardápio para todos os gostos! De 2ª a Dom 12h a 00h. End: R. da Sota, 34-38.

E A GLICOSE?

Não poderia faltar os doces conventuais não é mesmo? Então não deixe de provar os pastéis de Santa Clara, sim! Coimbra é famosa por servir deliciosos Pastéis de Santa Clara, receita que pertencia ao convento de… Santa Clara. É um dos meus doces portugueses preferidos. Então vou misturar com mais uma dica de Hotel / Vista panorâmica / Sobremesa.

Bem no centro histórico, a 100m do Hotel Vitória há um outro Hotel bem simpático, o Hotel Oslo. Certamente o plus desse hotel é seu terraço, com uma paisagem única da Cidade Baixa e Alta, Universidade e do Rio. É considerado um dos melhores “rooftops” de Portugal, e ainda por cima serve uns cocktails, com boa música e um pôr do sol de tirar o fôlego. Então, no site deles tem uma página dedicada aos doces conventuais de Coimbra, se quiser ver as dicas de onde saboreá-los é só clicar aqui.

Se estiver no pique, a noite vale uma passada na Praça da República. É onde os estudantes se reúnem, Como resultado, geralmente rola uma noitada.

Por exemplo, eu levaria uns pastéis para viagem, juntamente com uma boa garrafa de vinho e sorriria feliz no quarto do hotel, conferindo as belas fotos do dia. Além disso, amanhã temos o outro lado do Rio Mondego!

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