
Mosteiro da Batalha:
A história do Mosteiro da Batalha confunde-se com a própria história de Portugal. Começa na Idade Média, quando Portugal ainda tentava consolidar-se como nação, saindo do jugo do Reino de Castela. No final do século XIV tropas portuguesas, juntamente com seus aliados ingleses, comandadas por D. João I e seu fiel escudeiro ou condestável D. Nuno Álvares Pereira, travaram uma batalha campal nas imediações da vila de Aljubarrota, contra o exército castelhano de D. João de Castela. A vitória de D. João (o de Portugal) foi tão definitiva que livrou de vez os portugueses da dominação castelhana.
Como agradecimento à Virgem Maria a quem D. João havia pedido proteção e auxílio, mandou construir em agradecimento o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, ou simplesmente Mosteiro da Batalha e doou-o a Ordem Dominicana. A obra desse grandioso Templo prolongou-se por quase dois séculos e quem o visita tem a sensação de que valeu cada minuto desse tempo.
A OBRA
O Mosteiro da Batalha é sem discussão uma das mais belas obras de arquitetura de Portugal. O projeto foi modificado ao longo do tempo, mas a predominância do estilo gótico é visível. Atualmente o conjunto monástico conta com a Igreja, 2 claustros e suas dependências, 2 pantões Reais, a Capela do Fundador e as magníficas Capelas Imperfeitas.
A beleza desse Monumento começa com seu exterior onde o pórtico de entrada, com os apóstolos perfilados 6 de cada lado e acima deles um conjunto de personagens do mundo celeste distribuídos em 6 arquivoltas perfeitas, faz a fila de visitantes aumentar quando param na entrada para admirá-lo.
O INTERIOR DO MOSTEIRO
O seu interior não é menos impressionante, o Mosteiro da Batalha tem uma iluminação especial, quase mística devido a seus suntuosos vitrais que inundam a Nave principal da Igreja com luzes coloridas quando banhados ao sol.
No Mosteiro da Batalha a beleza está em todos os lados. Os destaques ficam por conta do claustro real com seus arcos góticos e colunas, enquadrados em jardins cuidados com podas simétricas conferem ao conjunto um ar soberbo.
A Capela do Fundador que exibe as tumbas do Rei Vencedor, sua rainha e seus filhos e foi incluída no projeto posteriormente por um desejo de D. João I de fazer ali um panteão familiar, ideia original pois foi a primeira vez que em Portugal houve um local próprio, exclusivo para um Panteão Real. A Sala do Capítulo que conta com um exemplar belíssimo que é sua abóboda de oito pontas, sem apoio, perfeita.
E o detalhe final, as Capelas Imperfeitas, apenas no sentido de inacabadas, ou Panteão de D. Duarte que faleceu antes da conclusão da obra. São 7 capelas radiantes, onde a imperfeição mora apenas no detalhe de não terem sido completadas com a abóbada.
Com razão, o Mosteiro da Batalha é presença garantida em todos os guias de viagem e indicações de Roteiro para quem visita as terras portuguesas. Um olhar que vale a pena.
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